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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Alguns aspectos da Região Nordeste.

Superfície: 1.561.177,8 km2 (18,3% da superfície brasileira). População: 42.497.540 hab (IBGE, 1994). Cerca de 30 Povos Indígenas e uma população censo/estimada de 47.632 indivíduos. Entre os centros urbanos da região destacam-se Salvador, Recife e Fortaleza, todos capitais regionais com mais de um milhão de habitantes. A porção que vai do Rio Grande do Norte até a Bahia é dividida em três áreas distintas, de leste para oeste, pelas suas características humanas, econômicas e do quadro natural. A primeira delas é a Zona da Mata, antigo domínio da Mata Atlântica, onde se estabeleceram desde o início da colonização portuguesa o latifúndio açucareiro e, posteriormente, no sul da Bahia, o cultivo do cacau, em virtude de suas condições favoráveis, como solo férteis, pluviosidade abundante e temperaturas elevadas. A segunda é o Agreste, área de transição entre a mata úmida e o sertão semi-árido, onde é praticada a policultura, a pecuária leiteira e sobretudo a lavoura algodoeira, em pequenas unidades produtivas. E por fim vem o Sertão, domínio do semi-árido, com grande irregularidade de precipitações, origem das secas periódicas, com solos arenosos e pouco profundos. Uma criação de gado aí se desenvolveu desde o período colonial em enormes latifúndios. A porção oriental da região Nordeste, formada por parte do Piauí e pelo Maranhão, constitui uma zona de transição entre o sertão e a região amazônica, com pecuária extensiva na sua parte oriental e uma lavoura de arroz praticada em moldes tradicionais. A atividade agrícola é marcada por grandes contrastes: ao lado das grandes usinas de açúcar de Alagoas, com uma cultura canavieira moderna e alta produtividade, há outras com técnicas tradicionais e baixa rentabilidade. Na área sertaneja do rio São Francisco há exemplos de uma agricultura altamente rentável, com métodos avançados de irrigação, em áreas com afluxo importante vindos dos Estados do sul do País. Em 1959 foi criada a SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), órgão planejador que deveria aplicar incentivos à industrialização da região, equacionar os graves problemas de falta de emprego, pobreza absoluta e êxodo das populações nordestinas. A construção de grandes barragens como as de Sobradinho, Itaparica e Paulo Afonso, no rio São Francisco, e a exploração do petróleo no Recôncavo Baiano (20% do total nacional) propiciaram energia para a instalação de 20% dos estabelecimentos industriais do País, que no entanto empregam apenas 9% da mão-de-obra industrial. A estrutura fundiária altamente concentradora e todo o sistema de privilégios de acesso à água dos açudes e poços artesianos não foram tocados, fazendo do Nordeste o foco dispersor de uma população que atinge os níveis de desnutrição mais elevados do Brasil.

Referências bibliográficas: Extraído do texto de Regina Sader, professora do Departamento de Geografia da USP: Brasil - O Livro dos 500 anos / Vários Autores - São Paulo: Editora Abril, 1996. Povos Indígenas no Brasil, 1996-2000 / [Carlos Alberto Ricardo (editor)] - São Paulo: Instituto Socioambiental, 2000.

História da região Nordeste do Brasil

A história da região Nordeste do Brasil tem início com a chegada de Cabral ao litoral baiano. O Nordeste foi primordialmente habitado pelos homens da Pré-História, posteriormente pelos índios, que antes da colonização ajudavam os europeus na extração do pau-brasil em troca de especiarias, era o escambo; mas foi durante o período de colonização que eles foram sendo eliminados, devido as constantes "batalhas" contra os senhores de engenhos.

Engenho de cana-de-açúcar.

A região foi o palco do descobrimento (termo utilizado para se referir ao início do processo de colonização do Brasil), os primeiros colonizadores foram os portugueses que chegaram no dia 22 de abril de 1500, ao comando de Pedro Álvares Cabral, na atual cidade de Porto Seguro, no estado da Bahia.

Foi no litoral nordestino que se deu início a primeira atividade econômica do país, a extração do pau-brasil. Países como a França, que não concordavam com o Tratado de Tordesilhas, realizavam constantes ataques ao litoral com o objetivo de roubar aquela madeira tão apreciada na Europa.

Durante o período colonial, no século XVI, a resistência quilombola se iniciou no Brasil, com a fuga de escravos para o Quilombo dos Palmares, na região da Serra da Barriga, atual território de Alagoas, nos vários mocambos palmarinos chegaram a reunir-se mais de 20 mil pessoas. Mas somente em 1694 é que o Macaco, "capital" de Palmares, foi finalmente tomado e destruído, depois de intensa perseguição, Zumbi dos Palmares foi finalmente capturado e teve sua cabeça degolada e exposta em praça pública no Recife.

A cidade de Salvador foi a primeira sede do governo-geral no Brasil, pois estava, estrategicamente, localizada em um ponto médio do litoral. O governo-geral foi uma tentativa de centralização do poder para auxiliar as capitanias, que estavam passando por um momento de crise. A atividade açucareira é até hoje a principal atividade agrícola da região.

Migração nordestina.


Devido principalmente ao problema da seca na região do sertão brasileiro, somados com o grande descaso dos governantes e a maior oferta de empregos de outras regiões principalmente nas décadas de 60, 70 e 80, em especial na região Sudeste, a migração nordestina tem sido destaque na migração nacional. — Mas, na última década, devido à superpopulação nas grandes cidades, os empregos diminuíram, a qualidade da educação piorou e a renda continuou mal distribuída, fazendo com que a maioria dos nordestinos e descendentes que antes migraram pela falta de recurso, continuassem com estrutura de vida precária. Por causa da visão espelhada nas décadas anteriores, o falso ideal imaginário que se formou em relação à região Sudeste é da promessa de uma qualidade de vida melhor, de fácil oportunidade de emprego, salários mais altos, entre outros; iludido por esse sonho, quando um nordestino migra para o Sudeste em busca de uma melhoria na qualidade de vida, acaba encontrando o contrário, além de sofrer preconceito social no dia-a-dia.

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