Nestas férias, a alta do dólar fez o brasileiro viajar mais para o Nordeste e o flat surge como opção econômica
Os principais motivos apontados pelos gestores são a alta do dólar que fez o brasileiro trocar a viagem ao exterior pelo Nordeste e a economia ao optar por um apartamento com serviço de hotel, o que reduz os custos dos visitantes.
“São famílias de até seis pessoas que não pagam diária individual, mas, pelo valor do aluguel do flat, que tem cozinha própria e evita gastos com restaurantes”, explica o sócio gerente da imobiliária Ceará Rent Flats, José Carlos Pagan. “É uma redução de 50% no valor pago pelo flat, na comparação com o hotel”.
Com uma estimativa, segundo a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), de receber entre 60 mil e 70 mil visitantes na Capital entre os dias 31 de dezembro até ontem, o mercado de flats sente a demanda por hospedagem.
De acordo com Pagan, a empresa administra em média 40 apartamentos em meses de baixa estação, no entanto, nesse período de festas, são mais de 150 flats alugados por pessoas que vieram para o Réveillon e pretendem permanecer por mais alguns dias pela capital cearense.
Sobre o perfil de quem se hospeda nesses lugares, Pagan diz que, em sua maior parte, são pessoas que viajam com suas famílias, vindas do Sudeste do País, e, em menos fatia, das regiões Norte e Nordeste. De acordo com ele, a queima de fogos e as atrações musicais da Beira Mar foi o que atraiu a maioria deste público para a virada do ano em Fortaleza.
Para o gerente do Mercure Apartments Flat Meireles, Eugênio Magno Costa, a ocupação deste período está melhor que a do ano passado.
“Devemos registrar um crescimento de 10%”, calcula. Ele ressalta que o resultado poderia ser melhor se a malha aérea para o Nordeste fosse mais numerosa. “Os vôos são muito reduzidos para o Nordeste”, afirma Costa.
O gerente explica que durante o ano, o público do Mercure é formado notadamente por executivos que, na alta estação, retornam com a família em férias. “Muitos vêm de carro. A maioria permanece em média sete dias”, conta.
Pelo seu planejamento, o flat esteve até ontem com uma ocupação de 100%. Hoje, recuará para 80%, avançando para 95% entre o período que vai dos dias 7 e 10 de janeiro, quando cai para 82% até o fim da alta estação de turismo.
Com um serviço que divide-se entre apartamentos para locação e moradias para inquilinos, o Scala Residenza, por exemplo, já sente a procura por flats para janeiro.
O gerente Glauco Feijó destaca que as imobiliárias estão procurando os proprietários para conseguir mais apartamentos disponíveis. “A procura é grande”, reforça.
No Vila Costeira, o gerente Eriberto Moura diz que o prédio está lotado desde o Réveillon, tanto os de locação como os de moradia.
Carol de Castro
Repórter
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